quinta-feira, 17 de setembro de 2026

APÓS OUVIR DE ABIMAEL QUE NÃO PRECISAVA DOS VOTOS DA DIREITA SANTA CRUZ, ADILSON BOLSONARO ROMPE E MIGRA PARAO DEPUTADO ESTADUAL EDSON VIEIRA

 O vereador de Santa Cruz do Capibaribe, Adilson Vitorino, conhecido politicamente como Adilson Bolsonaro (PL), confirmou ao Agreste Notícia uma mudança em seu posicionamento para a eleição deste ano. O parlamentar anunciou o rompimento político com a candidatura à reeleição do deputado estadual Abimael Santos (PL) e declarou apoio ao deputado estadual Edson Vieira (Podemos).

 Segundo Adilson, a mudança ocorreu após uma conversa com Abimael Santos no início da campanha, quando, de acordo com o vereador, o deputado teria afirmado que já estaria eleito e que não precisaria dos votos do grupo de direita de Santa Cruz do Capibaribe.

 “Abimael chegou para o grupo da direita no começo da campanha e disse: ‘eu já estou eleito, que estaria entre os 10 no estado de Pernambuco, eu não preciso dos votos da equipe da direita e não vou colocar um real aqui nos movimentos de direita, não vou colocar um real. Se vocês quiserem votar em mim, beleza; se não, vida que segue’”, relatou Adilson.

 Ainda segundo o vereador, o grupo teria respondido à declaração seguindo a mesma linha: “vida que segue”. A partir daí, surgiu a possibilidade de uma aproximação com Edson Vieira.

 Adilson afirmou que o empresário e aliado político Décio Torres teria intermediado o contato com Edson Vieira.

 “Aí um amigo meu, nosso amigo, Décio Torres, muito ligado a Edson, disse que ia resolver essa bronca pra gente. E ele disse: ‘Edson e Robinho, vamos ligar pra ele assumir um compromisso com a gente e com a direita? Se ele abraçar a gente, a gente abraça Edson’. Então ligamos pra Edson e Edson disse: ‘o que vocês precisarem, o grupo da direita, pra ajudar à direita’”, explicou.

Vereador questiona justificativa sobre fundo partidário - Adilson também contestou uma justificativa que, segundo ele, teria sido apresentada por Abimael para não investir nos movimentos políticos da direita em Santa Cruz do Capibaribe.

 De acordo com o vereador, Abimael teria afirmado que o fundo partidário destinado à sua campanha havia sido cortado após a participação de Edson Vieira e Gilson Machado em um movimento político.

 “Ele não queria contribuir com os movimentos da direita e disse que o fundo partidário dele foi cortado porque naquele dia Edson e Gilson subiram no reboque. Só que depois eu vi no fundo partidário dele que tem R$ 420 mil. Então não foi cortado, foi só um ‘migué’ que ele deu para sair do movimento da gente”, declarou Adilson.

 A afirmação sobre os recursos partidários foi apresentada pelo vereador como parte de sua justificativa para a mudança de apoio.

Adilson explica posição sobre Gilson Machado e o Podemos - Adilson também foi questionado sobre uma declaração anterior na qual havia afirmado que não apoiaria Gilson Machado justamente pelo fato de o ex-ministro ser filiado ao Podemos, partido que, segundo ele, possui integrantes ligados à esquerda.

 Apesar disso, o vereador afirmou que atualmente integrantes da direita estão novamente dando apoio a Gilson Machado e fez uma distinção entre o partido e a posição política individual de seus filiados.

 “Inclusive a gente tá dando uma força aqui Gilson novamente. Algumas pessoas da direita. Eu estou com Edilson, mas a gente, o pessoal da direita, tá dando uma força, tá livre pra votar em quem quiser, em Gilson”, afirmou.

Na sequência, Adilson explicou seu posicionamento: “Tivemos uma conversa com Gilson e, de fato, Podemos é um partido aliado de esquerda, mas eu nunca disse que Gilson era de esquerda. Eu disse que o Podemos é feito por pessoas de esquerda. Marcelo Gouveia e Ricardo Teobaldo são de direita? Não são! São de esquerda! Não é verdade?”, questionou.

Vereador é questionado sobre histórico político de Edson Vieira - Outro ponto levantado durante a conversa foi o histórico político recente envolvendo Edson Vieira e Alessandra Vieira.

 A ex-deputada Alessandra Vieira disputou a Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe em 2024 pelo PL, com apoio de setores do grupo de direita. Após a eleição, houve mudanças no cenário político e aproximações com outros grupos.

 Adilson foi questionado se não existiria o risco de Edson Vieira repetir uma movimentação semelhante após a eleição de outubro, dependendo do resultado das urnas, especialmente diante de sua relação política anterior com João Campos, então prefeito do Recife, e com setores ligados ao presidente Lula e ao PT.

 O vereador respondeu que não acredita nessa possibilidade e afirmou enxergar Edson Vieira atualmente alinhado ao campo político da direita.

 “Eu acho que não. Eu acho que, de fato, Edson caminha no campo da direita junto da gente. Deu a cara, inclusive fez material com a imagem de Flávio, e não vejo dificuldade nenhuma”, declarou.

 Ao final, Adilson também destacou que a decisão de apoio não teria partido exclusivamente dele, mas de uma articulação coletiva do grupo.

 “Não há Deus que escolhe, quem escolhe é o grupo. Como eu disse a você, quem ligou pra Robinho no dia que Abimael disse que não precisava do voto da gente foi Décio”, concluiu.

 Com a mudança, Adilson Bolsonaro passa a integrar o grupo de apoiadores de Edson Vieira na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Pernambuco (ALEPE), enquanto Abimael Santos perde um apoio que vinha de um vereador do PL e de um segmento ligado à direita em Santa Cruz do Capibaribe.

Do: Blog Agreste Notícia

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