sexta-feira, 7 de agosto de 2026

HELLOYSA FERREIRA ACIONA MPPE E COBRA DELEGACIAS DA MULHER FUNCIONANDO 24 HORAS EM PERNAMBUCO

 A ativista Helloysa Ferreira protocolou, na última quarta-feira (05), uma Notícia de Fato junto ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE), no Recife, solicitando a apuração da insuficiência no funcionamento das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) e reforçando a cobrança para que as unidades passem a funcionar em regime de 24 horas.

 A representação é resultado da Rota DEAM 24H, iniciativa idealizada por Helloysa que percorreu oito municípios pernambucanos para ouvir mulheres, coletar relatos e documentar a realidade enfrentada por vítimas de violência que não encontram atendimento especializado durante todo o dia.

 Foram anexados à denúncia o material produzido ao longo do projeto, incluindo a justificativa da iniciativa, estudo de caso, fotografias das escutas sociais realizadas nos municípios de Surubim, Palmares, Garanhuns, Afogados da Ingazeira, Salgueiro, Vitória de Santo Antão, Goiana e Arcoverde, além das assinaturas coletadas durante as visitas.

 Segundo a denúncia, apesar da necessidade de atendimento ininterrupto e da importância da proteção imediata às mulheres vítimas de violência, as Delegacias Especializadas dessas cidades não funcionam 24 horas, o que dificulta o acesso rápido às medidas previstas na Lei Maria da Penha (Lei Federal nº 11.340/2006).

 A mobilização também contou com expressivo apoio popular. Ao todo, mais de 800 assinaturas físicas foram entregues ao Ministério Público, além de mais de 200 assinaturas digitais, coletadas por meio de um formulário disponibilizado no perfil oficial de Helloysa Ferreira nas redes sociais.

 De acordo com Helloysa, a iniciativa busca sensibilizar os órgãos competentes e fortalecer a atuação institucional para ampliar a proteção às mulheres pernambucanas, principalmente nas cidades do interior, onde a ausência de atendimento especializado durante 24 horas pode representar um obstáculo para o registro de ocorrências, solicitação de medidas protetivas e acesso à Justiça.

 Com o protocolo da Notícia de Fato, caberá agora ao Ministério Público de Pernambuco analisar a denúncia e decidir sobre a adoção das providências cabíveis em relação ao funcionamento das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher no Estado.

Do: Blog Agreste Notícia

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