O deputado estadual Abimael Santos (PL) apresentou ao Agreste Notícia uma versão diferente para o rompimento político anunciado pelo vereador de Santa Cruz do Capibaribe Adilson Vitorino, conhecido como Adilson Bolsonaro (PL).
Em conversa com o Agreste Notícia, Adilson havia afirmado que decidiu deixar de apoiar Abimael após, segundo ele, ter ouvido do deputado que já estaria eleito e que não precisaria dos votos do grupo de direita de Santa Cruz do Capibaribe.
Abimael, porém, negou que tenha feito essa declaração e afirmou que o motivo do rompimento teria sido outro: segundo o deputado, Adilson teria solicitado R$ 200 mil diretamente para apoiá-lo na campanha de deputado.
“O Adilson Bolsonaro pediu R$ 200 mil a mim para poder fazer a campanha, de deputado. Eu disse que iria mandar pelo partido R$ 250 mil para a campanha dele, só que ele disse que não, que era R$ 200 mil pra ele. Não era pra fazer a campanha dele para deputado federal. E eu disse que não trabalhava desse jeito”, afirmou Abimael.
Segundo o deputado, a negativa teria provocado o afastamento político entre os dois.
“Como é que eu dou R$ 200 mil a um cara pra me apoiar, sendo que eu fiz o cara vereador, arrumei partido, gastei com o cara, alinhei eu e Meira, arrumei recurso pro cara e, na hora da eleição, o cara diz que só vai fazer por R$ 200 mil?”, questionou.
Abimael cita Coronel Meira - Na conversa com o Agreste Notícia, Abimael também afirmou que a mesma exigência teria sido apresentada ao Coronel Meira, candidato a deputado federal apoiado pelo grupo.
“Ele disse para Coronel Meira que só pedia votos para Coronel Meira por R$ 200 mil também”, completou o deputado.
A afirmação é apresentada por Abimael como parte da justificativa para o rompimento, enquanto Adilson apresentou anteriormente outra explicação para sua mudança de apoio.
Disputa por palanque e eventos - Abimael também relatou episódios envolvendo os eventos políticos realizados pelo grupo e afirmou que teria ocorrido um desentendimento sobre quem poderia utilizar o palanque durante as mobilizações.
Segundo o deputado, em um dos primeiros eventos realizados, ele teria sido impedido de subir ao palanque, apesar de, conforme sua versão, estar contribuindo financeiramente com a estrutura.
“No primeiro evento que a gente fez, ele deu a ordem para mim não subir no palanque. Isso eu pagando a Exibida (carreta de som), ele deixou a ordem para não deixar ninguém subir, nem eu, nem Coronel Meira e nem Mendonça”.
Abimael afirmou ainda que houve uma discussão e que, após a reação de integrantes de sua equipe, ele conseguiu participar do evento.
“No primeiro evento que Mendonça veio, aí eu arenguei, meu pessoal arengou, aí deixaram eu subir, mesmo que eu estava pagando a Exibida”.
Episódio envolvendo Edson Vieira e Gilson Machado - O deputado também citou o segundo evento não teve como participar, pois estava em um evento em Belo Jardim com Mendonça Filho. De acordo com Abimael, mesmo tendo ajudado a custear a estrutura de Santa Cruz, ele teria ficado contrariado com a presença de outros nomes no palanque.
“No segundo evento eu paguei o reboque junto com Meira e fomos fazer outro evento com Mendonça em Belo Jardim. Aí ele foi, colocou em cima Gilson Machado e Edson Vieira”.
Abimael disse que, diante da sequência dos episódios, decidiu não continuar participando daquela dinâmica política.
“Aí eu disse: meu irmão, quero mais não. Coronel Meira disse: desse jeito não dar não. Eu pagando e o cara faz biquinho pra mim não subir, aí eu pago e eles botam Gilson e Edson pra cima”.
O deputado afirmou ainda que chegou a levantar a possibilidade de já existir algum entendimento político entre Adilson e os demais grupos. “Eu não sei se ele já tinha um acordo por debaixo dos panos”.
Abimael diz que recusou o pagamento - De acordo com Abimael, após a negativa em relação aos R$ 200 mil, Adilson teria decidido apoiar outras candidaturas.
“Eu disse: eu não dou. Meira, que é mais esquentado do que eu, disse um monte de palavrão e disse que não ia dar. Aí ele foi apoiar Edilson Tavares como federal, que Edilson não mandou nenhum recurso pra Adilson, e eu mandei recurso pra ele. E ele está apoiando Edson”.
A declaração de Abimael coloca em confronto duas versões distintas sobre a ruptura.
Do: Blog Agreste Notícia


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