quarta-feira, 6 de maio de 2015

ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA COLABORA COM O PROCESSO DE DESERTIFICAÇÃO E É UM PROBLEMA PRESENTE EM SANTA CRUZ

 Na segunda edição da séria “Santa Cruz no Processo da desertificação”, iremos falar sobre a especulação imobiliária que é apontada como sendo, um dos grandes problemas de Santa Cruz do Capibaribe cidade localizada no interior do Agreste de Pernambuco.
 O fato é que, a valorização das terras na Capital da Moda atraem grandes e médios empreendedores, que chegam na cidade e compram muitas terras e desmatam para fazerem loteamentos, muitas das vezes sem respeitar o condigo florestal. Alimentados pela falta de fiscalização, não existem limites para se criar um loteamento, pois qualquer local é sinônimo de rendimento, mesmo que para isso seja preciso afetar diretamente a natureza.
 Como mostra as imagens, são diversas áreas que antes eram tomados pela vegetação, mas que hoje são alvos do interesse dos imobiliários.
 Apesar de tudo, esse problema não é privilegio somente de Santa Cruz do Capibaribe, mas também das cidades circunvizinhas como Jataúba, Toritama e Brejo da Madre de Deus, quando o caso mais assombroso é com relação a Serra do Alto que teve uma grande parte desmatada para justamente a criação de um loteamento.
 Segundo o Fiscal Ambiental Luiz Carlos, a especulação imobiliária é outra preocupação do município.
 “O problema dessas especulações é que grandes empresas e empreendedores compram muitas terras e desmatam. Então a preocupação da Secretaria de Meio Ambiente do Município é exatamente correr atrás do prejuízo e tentar reverter o quadro”, disse ele completando: “Não podemos simplesmente esperar sentados, temos que intensificar ainda mais essa discussão e conscientizar a população sobre os riscos desse problemas e os efeitos negativos que podem nos afetar, como já está afetando com a crise hídrica”.
Clique na imagem para ampliar
 Se analisarmos as imagens enviadas pelo Google Satélite temos uma noção ainda maior da devastação da natureza em Santa Cruz do Capibaribe que não tem muita vegetação, a quantidade é mínima para a população que habita na cidade.
PRÓXIMA EDIÇÃO – Como a madeira chega aos seus exploradores? Quais são os horários e como são transportadas? Porque é fácil trabalhar de forma ilegal explorando as madeiras da catinga? Os madeireiros e exploradores não tem pudor com a natureza, porque será? Quanto vale um caminhão de madeira? O alto valor financeiro que é movimentado através da tão cobiçada madeira.
 Não perda a próxima edição.
Do: Blog Agreste Notícia

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