terça-feira, 1 de julho de 2014
ARTIGO DE OPINIÃO: HOMOXESSUAL É ASSALTADO E APEDREJADO NO SÃO JOÃO DE CARUARU
Chamo-me Cícero Nóbrega tenho 20 anos e moro em Caruaru a 8 meses, vim morar na cidade para trabalhar e me estabilizar na vida. Vindo de família pobre, desde minha nascença sempre morei no Bairro de Casa Amarela Zona Norte do Recife e desde 15 anos de idade sempre fui participante da politica de Juventude me tornando multiplicador social da igualdade, sempre participei de fóruns que tratava de Politicas Publicas para a juventude. Participando desses fóruns me tornando mais consciente, sou homossexual e sempre busquei na luta a emancipação humana e o respeito à diversidades, cor, raça e religião.
Mas infelizmente aconteceu um fato muito decepcionante na madrugada do domingo 29/06, ao sair da Festa do Pátio Luiz Gonzaga no São João de Caruaru e seguindo para minha casa com mais um amigo, eu fui abordado por dois caras em uma moto vermelha e todos dois armados. Havendo muita movimentação na rua, um deles desceu da moto assaltando primeira pessoa (meu amigo) que também é homossexual em seguida fui apedrejado friamente por um dos assaltantes, com medo fui obrigado a entregar meu aparelho celular ao agressor, acredito que apanhei por ser homossexual, pois o agressor me batia enquanto dizia: - ‘Toma veadinho que é pra aprender ser homem’.
Tudo isso se reflete por que vivemos numa sociedade preconceituosa, homofobica e machista, que carece de mais politicas publicas para essa comunidade que todos os dias são alvos de agressões verbais, psicológicas ou físicas, do constrangimento, ameaças.
Hoje no Brasil temos dados de pesquisa feita pelo Grupo Gay da Bahia (GGB). A entidade estima que 99% dos crimes entre homossexuais e travestis foram motivados por homofobia. Por isso compreendo que não quero ser mais um dado e preferi denunciar na tentativa da conscientização da sociedade visando o respeito à igualdade e a orientação sexual e pensando no intuito de apresentar algumas propostas de politicas publicas para a comunidade LGBT como por exemplo: Segurança Publica para atendimento a vitima e prisão ao agressor, atendimento a vitima em Delegacias e Hospitais; Campanha Intensa de criminalização de homofobia na cidade, campanha de conscientização da sociedade em todos os espaços incluindo a mídia.
Por: Cícero Nóbrega/Coord. LGBT do Coletivo Tenho Algo a Fazer
Do: Blog Agreste Notícia
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