O município de Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste Setentrional de Pernambuco, registrou um aumento de 47% nos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) em 2025, na comparação com o ano de 2024. Os dados fazem parte de um levantamento dos últimos dez anos e acendem um alerta para o avanço da violência na cidade.
De acordo com o índice, 2025 contabilizou 31 homicídios, enquanto 2024 havia registrado 21 mortes, representando uma elevação significativa no número de vítimas. O crescimento interrompe uma tendência de redução observada em alguns períodos recentes.
Meses mais violentos e períodos sem registros - O levantamento também revela que os meses de janeiro, fevereiro, março, abril, setembro e dezembro foram os mais violentos, com quatro homicídios registrados em cada um desses períodos. Em contrapartida, nos meses de agosto, novembro e dezembro não houve registro de Crimes Violentos Letais Intencionais, demonstrando uma distribuição irregular da violência ao longo do ano.
Perfil das vítimas e dinâmica dos crimes - Outro dado que chama atenção é o perfil das vítimas. Entre os 31 homicídios registrados em 2025, pelo menos três vítimas eram do sexo feminino, evidenciando que a violência também atinge mulheres de forma direta no município.
A maior parte dos crimes ocorreu por meio de disparos de arma de fogo, principalmente durante o turno da noite ou na madrugada, horários tradicionalmente associados a maior vulnerabilidade e menor circulação de pessoas.
Cenário preocupa autoridades e população - O aumento expressivo da violência reacende o debate sobre políticas públicas de segurança, prevenção e combate à criminalidade em Santa Cruz do Capibaribe. Especialistas apontam que os dados reforçam a necessidade de ações integradas entre forças de segurança, poder público e sociedade, visando reduzir os índices e proteger a população.
O Índice de CVLI dos últimos dez anos mostra que, apesar de oscilações ao longo do período, o avanço registrado em 2025 representa um sinal de alerta, exigindo atenção redobrada das autoridades competentes.
Do: Blog Agreste Notícia

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