A governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), registrou, neste domingo (30), boletim de ocorrência junto às polícias Federal e Civil após ser alvo de um novo episódio de violência política durante a campanha eleitoral.
Desta vez, cartazes com acusações de caráter pessoal relacionadas à morte de seu marido, o empresário Fernando Lucena, foram espalhados por muros no Bairro do Recife.
Em uma das peças, aparece uma imagem da governadora acompanhada da frase: “ela matou o marido para ganhar a eleição”. Em outro cartaz, Raquel Lyra é retratada ao lado de Elize Matsunaga e Flordelis, sob a expressão “matadoras de maridos”.
Diante da repercussão do episódio, a candidata decidiu procurar as autoridades policiais para que os responsáveis pela produção e distribuição do material sejam identificados e o caso seja investigado.
Governadora reage nas redes sociais - Raquel Lyra também se manifestou sobre os ataques por meio de um vídeo publicado nas redes sociais. Segundo a governadora, ela tomou conhecimento do conteúdo enquanto se deslocava para cumprir agenda política na Mata Sul de Pernambuco.
“Entrei no carro para seguir minha agenda na Mata Sul e, como sempre faço, abri o Instagram para ver o que estava acontecendo. E pude ver de perto a crueldade de quem não tem limites”, afirmou.
Na sequência, Raquel fez um apelo para que seus familiares sejam preservados dos ataques políticos.
“Respeite minha família, respeitem meus filhos, respeitem quem não está mais aqui, respeitem a minha dor”, declarou.
Fernando Lucena, marido de Raquel Lyra, morreu em outubro de 2022, aos 44 anos, após passar mal em casa, em Recife. A morte ocorreu durante o período em que Raquel disputava o segundo turno da eleição para o Governo de Pernambuco.
Coligação também vai ao ministério público eleitoral - Além dos boletins de ocorrência, a coligação Pernambuco de Coração informou que também acionará o Ministério Público Eleitoral para que o episódio seja investigado.
O caso ocorre em meio ao acirramento do cenário eleitoral pernambucano e reacende o debate sobre os limites da disputa política, especialmente quando ataques deixam o campo das divergências administrativas e eleitorais e passam a envolver familiares, pessoas falecidas e acusações de caráter pessoal.
A expectativa agora é de que as autoridades apurem quem produziu, financiou e espalhou os cartazes pelas ruas do Recife, além de verificar eventual responsabilidade criminal e eleitoral pelo conteúdo divulgado.
Do: Blog Agreste Notícia



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