O prefeito de Toritama, Sérgio Colin (PP), fez um contundente pronunciamento em Brasília contra a Medida Provisória nº 1.357, que zerou a chamada “taxa das blusinhas”, tributo aplicado sobre compras internacionais de baixo valor. Durante seu discurso, o gestor demonstrou preocupação com os impactos da medida para a indústria têxtil e de confecções do Agreste pernambucano.
Segundo Sérgio Colin, Toritama é responsável pela produção de mais de seis milhões de peças de roupas por mês, o equivalente a cerca de 20% de toda a produção nacional do setor. Para ele, a decisão do Governo Federal favorece produtos importados e coloca em risco milhares de empregos na região.
“Em 12 de maio fomos surpreendidos com uma medida provisória que zerou o imposto da chamada taxa das blusinhas, que eu, na verdade, chamo de benefício chinês. Ninguém é contra compensação ou redução de impostos, o que queremos é igualdade de competitividade. O nosso polo também precisa ter essa compensação e essa isenção”, afirmou.
O prefeito destacou ainda que a arrecadação proveniente da taxação das compras internacionais alcançou cerca de R$ 5 bilhões no ano passado e já se aproximava de R$ 2 bilhões neste ano. Para ele, a mudança representa uma perda para a economia brasileira e ameaça principalmente os pequenos empreendedores do setor confeccionista.
“Quem está perdendo com isso é o país. O grande empresário está no Shopping RioMar, está em Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe e Toritama, mas o pequeno está apenas na sua cidade. São as costureiras e os pequenos produtores que vão sofrer as consequências”, declarou.
Sérgio Colin relatou ainda que empresários do segmento já avaliam substituir a produção local pela importação de peças prontas vindas da China e de outros países asiáticos.
“Grandes empresários me disseram que será mais vantajoso trazer a peça pronta do exterior do que importar a malha para produzir aqui. Com o passar do tempo, isso vai gerar perda de empregos na nossa região”, alertou.
Ao final do discurso, o prefeito fez um apelo à bancada federal para que a medida provisória não seja definitivamente aprovada pelo Congresso Nacional e que seja construída uma alternativa que contemple o Polo de Confecções do Agreste, considerado o maior produtor de roupas do Brasil.
“A gente pede à bancada que essa medida provisória possa caducar e que tenhamos um momento de compensação, principalmente para o Polo de Confecções do Agreste, o maior produtor do país”, concluiu.
Do: Blog Agreste Notícia


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