Toda população estava na expectativa de que, mesmo com todo atraso, a UPA (Unidade de Pronto Atendimento), construída ha quase dois anos com verba federal, através do PAC, fosse inaugurada e que viesse somar com os estabelecimentos de saúde já existente.
Infelizmente a história não caminhou por aí. A administração municipal resolveu que, uma vez inaugurada a UPA, o Hospital Materno Infantil, que vinha funcionando de forma satisfatória, trabalhando separado o atendimento da criança e consequentemente da parturiente, será fechado. As internações passarão a ocorrer no ultrapassado Hospital Municipal Raimundo Francelino Aragão, numa mesma, ala como já ocorria ha anos atrás.
Separar estes atendimentos do adulto e das crianças no Hospital Municipal, foi um pleito do Conselho Tutelar em gestões passadas que, tardou, mas aconteceu com a criação do Hospital Materno Infantil, restando apenas o atendimento de Raios-X, que continuo sendo feito misturado de forma inconveniente.
Ficaria calado se houvesse acontecido uma reforma estrutural considerável no Hospital Municipal, com espaço para internação de crianças a partir do nascimento de forma totalmente independente. Não tenho informação de que reformas neste sentido tenham sido realizadas. Nesta ótica estamos retrocedendo na questão da saúde das nossas crianças, as quais convêm lembrar, tem prioridade absoluta, conforme reza a nossa Constituição Federal, Artigo 227 e corrobora o Estatuto da Criança e Adolescente lei 8.069, Artigo 4º.
A UPA, inaugurada em Santa Cruz do Capibaribe é de Porte II, deve ter no mínimo de 11 leitos de observação. Capacidade de atendimento médio de 250 pacientes por dia. População na área de abrangência de 100 mil a 200 mil habitantes. O paciente em observação poderá ficar até 24 horas, caso necessite de internação deverá ser encaminhado à outra unidade de saúde.
É ai que entra a realidade do Hospital Municipal Raimundo Francelino Aragão, que já deixava a desejar, com falta de medicamentos, que muitas vezes tem que ser tirados dos postos de atendimentos para suprir a necessidade desta unidade de saúde e do Hospital Materno infantil, que agora fica mais comprometida ainda com esta decisão totalmente ilógica. Justificativas políticas todos os dias têm sido veiculadas através de vários meios de comunicação, no entanto, a realidade que se escuta junto à população que procura atendimento nos postos de saúde ou a farmácia do município é bem triste.
É aí que fica a pergunta: Estamos somando ou subtraindo?
Por: Marcos Antônio
Do: Blog Agreste Notícia


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