A instituição é acusada de estelionato pelos próprios alunos, por supostamente ofertar, como carreiras de graduação, cursos de extensão universitária – formação de curta duração voltada ao aperfeiçoamento de profissionais. Os representantes negaram todas as alegações à Comissão.
Diretor-geral da FADIRE, Jean Alves Cabral disse que os estudantes são informados, “expressa e claramente”, de que os cursos da entidade não equivalem à graduação e que, no momento da matrícula, não asseguram a emissão de diploma universitário. Os certificados obtidos após a formação, segundo o gestor, somente podem ser aproveitados para a dispensa de disciplinas em cursos regulares de outras faculdades. “Não vendemos diplomas. Nosso programa é de extensão”, sustentou.
O gestor disse que a tática é para manter a instituição aberta, sem informar qual o faturamento total da empresa, que conta com 3,6 mil alunos e cobra mensalidades entre R$ 180 e R$ 250.
Alunos da instituição refutaram as negativas dos executivos durante a CPI, um deles Daniele Oliveira, estudante de Serviço Social em Condado, Mata Norte. “Eles sempre afirmaram que o curso era de graduação”, disse a aluna, afirmando que “os diretores nos chamaram até Santa Cruz, onde um coordenador insinuou que nos preocupássemos com nossas vidas e com nossas famílias”, ainda relatou Daniele.
Para o presidente da CPI, deputado Rodrigo Novaes (PSD), as informações apuradas até o momento apontam para graves irregularidades administrativas na oferta dos cursos, existindo também indícios de estelionato, formação de quadrilha e fraudes fiscais.
“Soubemos de histórias de alunos que pagavam as mensalidades com o Bolsa-Família, tiravam de onde não tinham para realizar um sonho, e estavam sendo enganados”, lamentou.Diretores da Fundação de Ensino Superior de Olinda (FUNESO) e das Faculdades Extensivas de Pernambuco (FAEXPE) – acusadas dos mesmos ilícitos da FADIRE – também foram convocados a depor como testemunhas.
Do: Blog Agreste Notícia Fonte: Blog de Igor Maciel


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