A Dengue, Zika e Chikungunya têm sintomas e sinais parecidos, não é tão fácil diferenciar, às vezes impossível no inicio da doença. Muitos dos sintomas aparecem tanto em uma como na outra.
Porém há como suspeitar por alguns sinais e sintomas. Enquanto a Dengue se destaca pela mialgia, dores nos corpo, dor atrás dos olhos, a Chikungunya se destaca por dores e inchaço nas juntas, articulações e sua permanência além dos dez dias. Já a Zika se destaca por uma febre mais baixa, em boa parte das vezes ausentes, intensas manchas e coceira na pele.
Diante dos casos até agora, há fortes dados clínicos e epidemiológicos que indicam que essa mazela seja a febre do chikungunya. Os dados clínicos dos pacientes com artralgia/poliartralgia incapacitantes (dores fortes principalmente punhos, tornozelos, cotovelos e dedos), que permanecem além dos 10 dias, pesam para essa suspeita.
Também favorece essa hipótese o fato de que há casos confirmados por sorologia em cidade vizinha. Ainda não sabemos de sorologia de pacientes de nossa cidade. Porque ela não foi feita ainda, não sabemos, mas seria muito útil para o diagnóstico e manejo clínico dos pacientes.
O que chama a atenção é o sofrimento das pessoas de nossa cidade com febre e dor articular intensa e debilitante que mal conseguem andar, que chegam aos estabelecimentos de saúde, que estão lotados e não dão conta da demanda. Pior é saber que tudo isso poderia ser evitado pelo simples controle dos mosquitos transmissores.
Outro fato importante é o risco que as pessoas estão correndo, pois ao não encontrarem nos estabelecimento de saúde profissionais de saúde (médicos, farmacêuticos e enfermeiros) para lhes atenderem, se arriscam a tomar medicamentos por conta própria ou por orientação de pessoas que não são profissionais de saúde habilitados.
As perspectivas não são muito boas em relação à chikungunya em nossa cidade. Em alguns países por onde passou como em países do Caribe e da Europa, algumas cidades tiveram uma taxa de ataque de ate 63%, ou seja, mais da metade das pessoas contraíram a doença. Em estimativas informais ainda não vamos nem em 20%. Ainda temos mosquito de sobra para transmitir às pessoas saudáveis e pessoas doentes de sobra para contaminar mosquitos e fechar assim o ciclo.
Por: Dr. Jobson Ferreira/Farmacêutico da Drugstore JFARMA Farmacêutico-Bioquímico pela UFPB, Especialista em drogas psicotrópicas pela UNIFESP e Graduando em Medicina da UFPE.
Do: Blog Agreste Notícia


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