A ordem de despejo foi da Justiça Federal que expediu as ordens de reintegração de posse a Caixa Econômica Federal responsável pelo Minha Casa, Minha Vida programa do Governo Federal.
As famílias que foram alvos das ações judiciais alegam que invadiram as residências por falta de condições de custear alugueis e terem sido cortadas da lista de beneficiados do programa.
Os mandados foram cumpridos pelo Oficial da Justiça Federal José Eudes com o apoio das Polícias Federal (PF), Rodoviária Federal (PRF) e Serviço Reservado do 24º BPM (Batalhão da Polícia Militar).
Uma das invasoras revelou ao Agreste Notícia que se escreveu no programa para conseguir uma casa popular, porém o seu nome foi retirado e colocado o de outra pessoa.
“Foi colocado o nome de outra pessoa no meu lugar e por isso não recebi a minha. Então tinha umas casas fechadas e nos juntamente com umas amigas e invadimos, pois estavam fechadas e não tinha nada”, disse Maria Rafaela completando que tem pessoas que receberam casas e alugaram.Outra mulher identificada apenas por Amanda se queixou que algumas pessoas que foram beneficiadas utilizam as casas apenas nos finais de semana para realizarem festas, inclusive sendo uma delas Guarda Civil Municipal.
“Uma dessas casas é de um Guarda Municipal que só vem final de semana fazer festas. Ele não precisa dessa casa, pois se não, ela não ficaria fechada a semana inteira”, reclamou.Edicleide foi mais uma que recebeu a ordem de despejo, segundo ela, antes de invadir a casa ela morava de aluguel em um ‘quartinho’ (casa de apenas um cômodo) e devido à falta de condições para pagar o aluguel, revolveu tomar posse do imóvel que estava fechado.
“A pessoa que foi contemplada com essa casa, tem outra e por isso que eu invadir, mas agora vou ter que sair e não sei como vai ficar, já que tenho quatro filhos”, desabafou.Ainda segundo Edicleide, na época que ela invadiu o imóvel, a pessoa que foi contemplada disse que iria colocar um cunhado para morar lá, pois já teria onde morar.
A reportagem entrou em contato com a Prefeitura Municipal que através de sua assessoria informou que todas as famílias despejadas foram alojadas no CCI (Centro de Convivência dos Idosos) para posteriormente serem locadas em casas de aluguel que serão custeadas pelo poder público através de aluguel social.
Ainda de acordo com as informações, foi disponibilizado um caminhão para carregar os moveis dos desabrigados.
Do: Blog Agreste Notícia
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Um comentário:
Seria um bom momento de rever a quem recebeu essas casas realmente precisam delas... se não ouve realmente fraudes nas entregas diante de algumas denúncias. .. Q este apoio da prefeitura não seja pra abafar esse caso... faz - se um levantamento e que as casas sejam entregues a quem realmente necessita de um teto digno...
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