domingo, 15 de agosto de 2010

SÉRGIO GUERRA MOSTRA FORÇA POLÍTICA NO LANÇAMENTO DE SUA CAMPANHA

Guerra reuniu milhares de pessoas
Para compensar os poucos atos eleitorais que fará até outubro, já que está na coordenação da campanha de José Serra (PSDB) para a Presidência da República, o senador e candidato a deputado federal Sérgio Guerra (PSDB) abriu a sua campanha de forma grandiosa neste sábado, dia 14 de agosto. Dezenas de ônibus e vans de vários municípios pernambucano levaram uma grande militância a Limoeiro, na Zona da Mata de Pernambuco. O ato eleitoral contou com a presença de aliados políticos de Jarbas (PMDB) e de Eduardo (PSB), dando ao local ares de "território neutro" ou de "samba do crioulo doido", a depender da interpretação. Apesar de oficialmente apoiar Jarbas, Guerra e o candidato ao Governo vêm trocando farpas depois que o tucano liberou os prefeitos do partido a apoiar o governador Eduardo Campos, candidato à reeleição.
Ao todo, 26 candidatos à Assembleia Legislativa de Pernambuco fazem dobradinha com Guerra e muitos deles estiveram presentes ao evento, como o ex-prefeito de Gravatá Joaquim Neto (PSDB), Guilherme Uchôa (PDT), Terezinha Nunes (PSDB) e José Humberto (PDT). Entre os candidatos majoritários, o único que compareceu foi Raul Jungmann (PPS), da chapa jarbista e que pleiteia uma vaga no senado. Outro presença que se destaca é a do ex-prefeito de Brejo da Madre de Deus, Roberto Asfora, que esteve ao lado do presidente do PSDB, Sérgio Guerra.
Nas peças publicitárias de Guerra, assim como em seu discurso, a presença de Jarbas é bastante tímida. Nas ruas de Limoeiro, viam-se imagens de Guerra com Serra, Guerra com Marco Maciel, Guerra com José Humberto, mas de Jarbas apenas uma mínima logomarca com o nome e o número na parte inferior das propagandas. No palanque do tucano, montado numa casa de festa em Limoeiro, uma enorme imagem dele com José Serra, e a logomarca de Jarbas, além de pequena, ainda estava escondida pela arquibancada onde sentavam os aliados políticos.
Guerra e seus amigos se concentraram na fazenda do tucano antes do ato político. Lá, ele demonstrou uma certa irritação ao responder sobre a ausência de Jarbas no evento. "Aqui não tem nada com Jarbas e nem com Eduardo; não tem nada com majoritários. A minha campanha é de deputado federal e não de senador", afirmou. "Tudo que eu faço é motivo de confusão. Todo o meu material de campanha está associado a Jarbas”.
Na entrada da casa de festa onde ocorreu o evento, militantes de Eduardo Campos portavam as suas bandeiras alaranjadas. Dentro do imóvel, muitas bandeiras de aliados de Guerra mostravam apoio a Eduardo Campos e José Serra.
A referência mais incisiva ao nome de Jarbas Vasconcelos foi durante o discurso de Raul Jungmann, que se referiu a ele como "o melhor governador que Pernambuco já teve". O prefeito de Limoeiro, Ricardo Teobaldo (PSDB), também discursou. Ele integra o grupo de prefeitos tucanos que anunciou o apoio à candidatura de Eduardo Campos. No entanto, no evento, ele nada falou em relação à disputa pelo Governo. Pediu votos para Guerra, para seu irmão, José Humberto, para José Serra e Raul Jungmann, mas ignorou completamente o cargo de governador.
SEM PRESSÕES - Quando obteve a palavra, Sérgio Guerra fez referências indiretas às querelas que vêm envolvendo o seu nome. "Desde o meu primeiro mandato de deputado estadual, eu tomei uma diretriz: eu sou um político independente. Ninguém manda em mim. Não me submeto a pressões e não temo intimidações", falou. "Aqui não podemos nos dividir quando os objetivos são para fortalecer o Estado", completou.
Guerra manteve o discurso de não agressão ao presidente Lula, chegando inclusive a dizer que ele fez muito pelo Brasil. "Agora o que tem que ser decidido não é se Lula é bom ou ruim; Lula não é candidato. É quem pode fazer o Brasil melhorar a partir daquilo que Lula deixa para nós", afirmou, completando que Serra é o mais preparado para suceder o petista. "Eu não mando em ninguém, não sou coronel de ninguém. Se alguém não quiser votar nele (Serra), é brasileiro e é companheiro do mesmo jeito. Porque assim é a democracia. Ninguém é contra a vontade do povo", disse.
O tucano ainda pediu votos para Raul Jungmann, mas não fez nenhuma alusão ao outro candidato de Jarbas ao Senado, Marco Maciel. Já no fim de seu discurso, ele fez a primeira e única referência a Jarbas. Iniciou dizendo que "quem vai ganhar a eleição em Pernambuco é quem falar para o povo de Pernambuco; não é um problema de ter mais prefeitos ou menos prefeitos". "Voto em Jarbas Vasconcelos. Se não quisesse votar, votaria em outro, porque o outro também é meu amigo, mas voto em Jarbas Vasconcelos, que é aliado nosso e é um grande político", falou.

Do: Jornal Agreste Notícia Fonte: JC Online


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