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domingo, 4 de outubro de 2020

“ACHO QUE EU FORA DA POLÍTICA, SOU UM PEIXE FORA DA ÁGUA”, CONSIDERA ZÉ AUGUSTO SOBRE POSSIBILIDADE DE PENDURAR AS ‘CHUTEIRAS’

 A edição do programa 30 Minutos de Prosa transmitido através da FanPage do Blog Agreste Notícia e apresentado pelo jornalista Sidney Lima, da última quinta-feira, foi realizado na casa do ex-deputado federal e ex-prefeito de Santa Cruz do Capibaribe, José Augusto Maia.

 Na oportunidade, Zé Augusto fez um breve apresentação de sua história política, da origem de sua família no contexto político da cidade e fez questão de destacar, se preocupou em fazer fortunas através da política.

 “Tudo isso que fui, nunca fui um cara que me preocupei em partir para fortunas, pois só pensava em Santa Cruz! Como é que o cara foi vereador, presidente de Câmara, prefeito, prefeito reeleito, elegeu o sucesso, foi deputado federal e não é rico? Essa casa aqui é do meu pai, é herança do meu pai! Eu entrei na política, como alguns não querem acreditar, muitos querem tirar vantagens, entram na política e daqui a pouco estão riquíssimos, eu não, sou o mesmo Zé, simples, não reclamo e não me arrependo de tudo isso, se eu fosse começar eu faria tudo de novo”, garantiu.

 Sobre sua primeira derrota após ser eleito deputado federal, quando perdeu a direção do Moda Center Santa Cruz, Maia justificou que focou na campanha de deputado, isso seria um dos motivos de ter perdido a eleição do centro atacadista de confecções.

 “Eu queria colocar outro no Moda Center, mas não tinha, então eu tive que sair, eu era candidato a deputado federal e síndico do Moda Center. A derrota no Moda Center foi para ir cuidar na campanha de deputado federal, aí juntou-se ao grupo de Edson Vieira com o atual grupo que ainda está lá, os dois juntos e eu com uma campanha também sem recurso, louco por Pernambuco para me eleger deputado federal, não é brincadeira. Perdi, mas fui o primeiro deputado federal da história, pra mim foi muito gratificante”.

 Sobre os escândalos de seu governo, José Augusto comentou que venceu na justiça parte deles e deu ênfase ao seu nome não ter sido envolvido na operação Lava-Jato enquanto esteve no Congresso Nacional.

 “Os meus, como você trata de escândalos, quase todos eu venci na justiça, mas não se compara aos de Edson Vieira, pelo amor de Deus, o da merenda foi uma coisa de R$ 150 mil, uma carta-convite e Edson tem devoluções aí, milionárias, eu não, quase nada. O meu, eu estou me defendendo e vou provar que não houve. Você ver, quando o escândalo é milionário, você ver a Lava-Jato, eu participei do Governo que teve o Lava-Jato, 1.800 políticos tiveram seus nomes lá na Lava-Jato e eu lá, não sai entre esses nomes e não vi a imprensa sair dizendo ‘olha, Zé Augusto estava lá no Congresso Nacional aonde 1.800 políticos pegaram dinheiro de Lava-Jato e Zé Augusto não pegou um centavo’”, ressaltou o entrevistado.

 O ex-prefeito reconheceu que todos os políticos que comandaram e o que comanda o município deram sua parcela de contribuição a cidade, mas que o seu, foi revolucionário.

 “Todos tiveram sua parcela de contribuição com Santa Cruz, mas o de Zé Augusto foi revolucionário, eu peguei Santa Cruz se acabando, a feira indo embora, como dizia a música ‘é triste ver nossa feira sumindo como poeira’. Essa transformação de Santa Cruz do Capibaribe, sair de cidade das mais violentas do Nordeste para depois de meu governo ser exemplo de segurança pública no Brasil [...]. Foi um governo revolucionário e por causa de uma carta-convite de 150 mil reais, as pessoas fazem essa comparação, é isso que me doí muito, é você ter feito tanto, tanto mesmo, não é brincadeira, têm candidatos que hoje estão aí por causa do Moda Center e nada fizeram”, disparou.

 Maia garantiu que os escândalos de seu governo não tiveram dolo e não causaram prejuízos ao erário público.

 “O meu escândalo, é mínimo, sem dolo, sem prejuízo ao erário público e levou a uma dimensão como se fosse um escândalo feito esse que tem em Brasília”.

 Ele ainda disse que com o trabalho que fez, criou muitos inimigos que sentem inveja e que na eleição de 2012, quando foi derrotado pelo atual prefeito Edson Vieira (PSDB), uma aliança muito forte de diversos políticos para lhe derrubar.

  “Eu criei muitos inimigos de inveja, esse eleição que Edson ganhou pra mim, juntou-se muita coisa para derrubar Zé Augusto, você lembra o tanto que apareceu de deputados, de governo federal, estadual e tudo no mundo, mas isso na política faz parte”. 

 José Augusto ainda disse que seus filhos que são candidatos a vereador na cidade, defenderão o seu legado, mas que ainda continua firme e não esconde o desejo de disputar eleição.

 “Eu tenho dois filhos, quero que eles defendam meu legado, mas ainda estou firme e forte. Desejo eu tenho, mas você pode dizer ‘eu sou locutor’, ‘eu sou um médico’, ‘um engenheiro’, agora você não pode dizer ‘eu sou um político’, pois o político depende muito, o cargo político depende muito do povo e do momento que você está, são coisas que quem é político sempre almeja, mas sempre com muita naturalidade”.

 Questionado se não seria a hora de pendurar as ‘chuteira’ ou quando isso poderá acontecer, ele pontou que já deveria ter parado, mas que fora da política é um peixe fora da água.

 “Eu já deveria ter parado, mas acho que eu fora da política, sou um peixe fora da água, então, eu sendo ou apoiando, é difícil, pois eu vivo Santa Cruz do Capibaribe 24 horas, pensando nessa cidade, pensando nisso e naquilo, em grandes projetos para apresentar, para contribuir, é de mim, não tem jeito, agora na política, tudo pode acontecer, inclusive nada, é por isso que eu digo, olha, agora tenho dois filhos candidatos, é uma tarefa dificílima”.

 Zé Augusto garantiu que ainda não sabe em qual dos dois filhos candidatos vai votar e brincou na entrevista, dizendo que decidirá no cara ou coroa.

 “Vou jogar uma moedinha, o que cair, cara ou coroa, aí eu decido, vai ser esse aqui, pois pra mim é difícil, eu amo os dois, eu gosto dos dois, são os dois competentes... A família é sempre dividida, ninguém é mais forte, cada um faz o seu, é difícil para mim isso, eu quero sair com os dois”, falou.

 Ao ser questionado do por que, ter resistido tanto ao nome do ex-vereador Fernando Aragão (morto pelo Covid-19) para prefeito de Santa Cruz e ter aceito o nome do filho, Fábio Aragão, Zé foi enfático:

 “Eu defendia nomes novos, Cleiton foi eu que apoiei ao lado de Fernando, eu defendia um nome jovem, então tá aí, infelizmente Fernando teve essa Covid, essa doença terrível e ele perdeu sua vida e nada mais do que justo, ele estava, era o candidato, como Deus o levou e o filho dele tornou-se o candidato natural, eu tinha que fazer isso”.

 Por fim, ao ser indagado sobre as trocas de acusações e críticas no passado, com o deputado estadual Diogo Moraes (PSB), hoje seu principal aliado, Zé Augusto respondeu:

 “Em campanhas políticas ninguém vai pra alisar o adversário, elogiar o adversário não, isso é democracia, faz parte mostrar os projetos e criticar o outro, isso é comum, isso você ver aqui, nos Estados Unidos, na Europa, na Ásia, em todo canto é assim... Eu não guardo rancor, o cara pode fazer o que quiser comigo e chega um dia, me abraça e eu esqueço tudo, eu sou assim, acho que isso é uma grande virtude que eu tenho”.

Assista a entrevista:

 

 A edição do 30 Minutos de Prosa será na cidade de Taquaritinga do Norte, aonde estaremos entrevistando o ex-prefeito, ex-vereador e candidato a prefeito Jânio Arruda (PSD). O programa terá início às 18 horas pela página do Agreste Notícia no Facebook.

Do: Blog Agreste Notícia

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