O Governo de Pernambuco segue avançando no fortalecimento da infraestrutura do sistema prisional do Estado, com a construção de 5.754 novas vagas em unidades penitenciárias. O investimento representa um salto significativo na ampliação da capacidade carcerária, especialmente quando comparado ao período entre 2015 e 2022, quando foram abertas apenas 1.858 vagas.
De acordo com o Governo do Estado, 2.754 vagas estão sendo implantadas no Complexo Prisional de Araçoiaba, enquanto 3 mil novas vagas estão em construção nas unidades 3, 4 e 5 do Presídio de Itaquitinga. As obras nessas unidades têm previsão de conclusão até agosto deste ano. Além disso, a Penitenciária Juiz Plácido de Souza, em Caruaru, passará por ampliação para ofertar 155 novas vagas.
A governadora Raquel Lyra destacou que os investimentos são fundamentais para garantir condições dignas e favorecer a ressocialização das pessoas privadas de liberdade.
“O investimento em uma melhor estrutura física das unidades prisionais em Pernambuco é necessário, pois só conseguimos alcançar a ressocialização tão almejada pela sociedade se tivermos condições adequadas, com mais vagas e espaços dignos, com respeito aos preceitos da justiça e dos direitos humanos. Estamos lidando com esse tema com coragem e com ações inéditas”, afirmou.
A gestora também ressaltou que, em 2025, o Estado desativou unidades prisionais que apresentavam graves problemas estruturais, como a Penitenciária Professor Barreto Campelo, em Itamaracá, e um dos presídios do Complexo Prisional do Curado, no Recife. Apesar do fechamento dessas unidades, o Governo intensificou os investimentos na criação de novas vagas, dentro do programa Juntos pela Segurança.
A Penitenciária Professor Barreto Campelo, que funcionou por cerca de 50 anos, já começou a ser demolida devido às condições precárias de sua estrutura, com pavilhões deteriorados, falhas nos sistemas hidráulico e de esgoto e comprometimento das áreas administrativas e de segurança. Para o local, o Governo do Estado anunciou que ainda em 2026 será apresentado um projeto voltado ao turismo. Já o Presídio Asp. Marcelo Francisco de Araújo (PAMFA), no Curado, foi desativado pelos mesmos motivos estruturais.
Somente em 2025, por meio da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (SEAP), o Governo de Pernambuco desativou 12 cadeias públicas em condições inadequadas, transferindo os detentos para outras unidades. A medida possibilitou a redução de custos operacionais e um melhor aproveitamento do efetivo da Polícia Penal.
Para o secretário de Administração Penitenciária, Paulo Paes, os investimentos vão além da ampliação de vagas.
“A criação de novas vagas e as melhorias estruturais realizadas em unidades prisionais, somadas aos investimentos em efetivo, educação, trabalho e qualificação profissional, possibilitam a ressocialização da pessoa custodiada. É isso que o Governo de Pernambuco vem fazendo: investindo nos pilares da reinserção social”, destacou.
Qualificação e ressocialização - As ações do Juntos pela Segurança também contemplam a nomeação de novos policiais penais — somente em dezembro do ano passado, 300 profissionais foram nomeados — e o fortalecimento de políticas de educação e trabalho para as Pessoas Privadas de Liberdade (PPLs). O Estado implantou as primeiras fábricas dentro do sistema penitenciário e, em setembro de 2025, inaugurou a 23ª unidade escolar do sistema prisional pernambucano, reforçando o compromisso com a ressocialização e a reintegração social.
Do: Blog Agreste Notícia
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