O Tribunal do Júri de Santa Cruz do Capibaribe condenou, Amaro José da Silva a 17 anos, 1 mês e 21 dias de reclusão, em regime inicial fechado, pelo homicídio qualificado de Elenildo Heleno da Silva, de 39 anos. O crime ocorreu em 6 de outubro de 2013 (cliqueAQUI e relembre) e a sentença foi proferida após julgamento realizado em 11 de novembro de 2025.
O crime - De acordo com o processo, Elenildo foi esfaqueado por Amaro após um desentendimento envolvendo o sobrinho da vítima, um adolescente de 16 anos, por causa do desaparecimento de um pássaro. Informações à época apontam que, inicialmente, os dois chegaram a fazer as pazes. No entanto, Amaro voltou à sua casa, arrumou malas e, logo depois, dirigiu-se à residência de Elenildo.
Ao chamar a vítima pelo nome, Amaro o atacou com golpes de faca peixeira assim que a porta foi aberta. Elenildo foi socorrido ao Hospital Municipal Raymundo Francelino Aragão e, posteriormente, transferido ao Hospital Regional do Agreste (HRA), onde faleceu quatro dias depois.
Decisão do Júri - O réu foi pronunciado pelos crimes previstos no artigo 121, § 2º, incisos II (motivo fútil) e IV (recurso que dificultou a defesa da vítima), do Código Penal. Amaro alegou legítima defesa, mas o Conselho de Sentença rejeitou a tese e reconheceu as qualificadoras.
Durante a dosimetria, o juiz considerou agravantes importantes, como:
- o fato de o crime ter sido cometido dentro da residência da vítima;
- a presença de familiares durante o ataque;
- a desestruturação familiar causada pelo assassinato.
Esses fatores elevaram a pena-base. Apesar da atenuante da confissão, ela foi totalmente compensada pela agravante referente à qualificadora do inciso IV.
Histórico do acusado - Além deste crime, há registros que apontam que Amaro já teria sido acusado de outro homicídio no município de Água Preta, informação divulgada por veículos de comunicação na época.
Cumprimento da pena - Com a sentença definida, Amaro José da Silva já iniciou o cumprimento da pena em regime fechado, conforme determinação judicial.
O caso marcou profundamente a comunidade local, que relembra a violência do crime ocorrido há mais de uma década e agora vê o desfecho judicial após anos de tramitação.
Do: Blog Agreste Notícia
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