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quinta-feira, 12 de maio de 2022

“É INADMISSÍVEL QUANDO SE MUDA UMA GESTÃO, PINTAR ESCOLAS COM AS CORES DO PARTIDO E DIZER QUE É REFORMA”, DISPARA PROFESSOR DO BREJO

 O professor João Paulo que leciona em Brejo da Madre de Deus, Agreste Central de Pernambuco, utilizou recentemente a tribuna da Câmara de Vereadores da cidade, para falar sobre a greve dos professores e não poupou críticas contra a forma com que a Educação do município tem sido tratada.

 “Em 16 meses, de gestão que se prega o ‘novo recomeço’, os alunos ainda não têm fardamento, no novo recomeço os alunos não ganharam kits escolares, quando a gente se depara e eu falo muito da cidade vizinha, porque leciono também em Santa Cruz e moro em São Domingos, aí tenho que tirar de parâmetro a cidade que é vizinha, lá os alunos receberam kits escolares, lá já estão com fardamento”, comparou o orador.

 João Paulo ainda falou da situação dos transportes escolares do Brejo e das percas salariais que os professores brejenses estão sofrendo.

 “Aí os secretário vem e diz que estão investindo em frota, aí eu me deparo com uma matéria aonde tem a foto de uma Toyota com pneus carecas, qual foi o investimento em frota? Qual foi o investimento que se teve em Educação durante 16 meses da gestão Roberto Asfora? A gente também se deparo com a perca de compra dos professores, para que vocês tenham uma ideia, do salário de 2020 para o salário de 2022, invés de aumentar, o nosso salário foi diminuído 3%, pois teve a reforma da previdência que a gente sabe que não é culpa do prefeito, mas mesmo assim, a gente teve e déficit de 3% em nosso salário, do meu foi descontado quase R$ 160,00, então do salário que eu recebia em 2020 pra o salário que recebo hoje, eu perdi quase R$ 160,00”, pontuou.

 João Paulo ressaltou que a categoria tem sido desrespeitada com a falta de diálogo da gestão, inclusive citando o episódio de ter sido marcada uma reunião para apenas marcar outra reunião com o poder executivo.

 “Quando a gente faz uma análise da folha, a gente ver que em nenhum momento, esses professores que estão aqui senhores vereadores, colocaram faca no pescoço de ninguém, sempre estiveram dispostos a negociar... Só estamos fazendo essa greve por que a gente se esgotou com a falta de diálogo da gestão, a gente saiu de São Domingos pra cá, achando que iria ser resolvido, e foi uma reunião para marcar outra reunião, a primeira vez na vida que eu vi isso, mostrando o total desrespeito que tem com nós enquanto categoria”, desabafou completando:

 “É inadmissível ainda, essa casa, isso é uma cobrança que eu vou fazer ao vereador que eu votei e aos demais amigos, é inadmissível ainda quando se muda uma gestão, pintar escolas com as cores do partido e dizer que está fazendo reforma, pessoal, Brejo cresceu, aquele tempo de antigamente passou, nós não vamos aceitar enquanto funcionários públicos daqui, que passamos em concurso público, que ainda se tenha arrumadinho político levando o nome de estabilidade financeira, que estabilidade financeira essa? Estabilidade financeira para pessoas que é do grupo político que passa um tempinho e depois vai ganhar mais do que seus colegas só porque passou tempo fazendo parte de uma gestão por arrumadinho político, esse nome deveria sair de estabilidade financeira para arrumadinho financeiro”, disparou Paulo.

 Por fim, o Professor leu uma carta aberta assinada pelo prefeito Roberto Asfora (PL) em 2020, que vai totalmente na contramão do que é praticado hoje.

Do: Blog Agreste Notícia

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