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quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

MONITOR DE SECAS REGISTRA INTENSIFICAÇÃO DO FENÔMENO EM PERNAMBUCO E PARAÍBA

 Pernambuco, entre setembro e outubro, teve a intensificação da seca com o aumento da área com seca moderada, que avançou de 59% para 69% do estado. A seca grave seguiu no patamar de 7% do território pernambucano, a área com seca fraca foi de 18% e a área livre de seca foi de 6% do estado. Essa é a condição mais severa da seca no estado desde fevereiro de 2020, quando houve seca grave em 36% de Pernambuco.

 No caso da Paraíba, a área total com seca permaneceu em 100% do estado em outubro – condição registrada desde junho deste ano. Entre setembro e outubro a área com seca grave seguiu no patamar de 27%, enquanto a seca moderada avançou de 35% para 39% do território paraibano, indicando o aumento da severidade do fenômeno. Essa é a condição mais severa do fenômeno no estado desde fevereiro de 2020, quando 46% do estado passaram por seca grave.

 Considerando as quatro regiões acompanhadas pelo Monitor de Secas, o Nordeste teve a melhor condição em termos de severidade do fenômeno em setembro, já que foi a única a não ter registro de seca extrema ou excepcional – as duas mais severas identificadas pelo Monitor. Além disso, o Nordeste teve o maior percentual de território livre de seca: 11%. O Sul teve a segunda menor severidade do fenômeno no período, com 3% de seca extrema. As condições mais severas foram registradas no Sudeste e no Centro-Oeste, que tiveram respectivamente 8% e 1% de áreas com seca excepcional – a mais severa.

 O Monitor realiza o acompanhamento contínuo do grau de severidade das secas no Brasil com base em indicadores do fenômeno e nos impactos causados em curto e/ou longo prazo. Os impactos de curto prazo são para déficits de precipitações recentes até seis meses. Acima desse período, os impactos são de longo prazo. Essa ferramenta vem sendo utilizada para auxiliar a execução de políticas públicas de combate à seca e pode ser acessada tanto pelo site monitordesecas.ana.gov.br quanto pelo aplicativo Monitor de Secas, disponível gratuitamente para dispositivos móveis com os sistemas Android e iOS.

 Com uma presença cada vez mais nacional, o Monitor abrange as cinco regiões do Brasil, o que inclui os nove estados do Nordeste, os três do Sul, os quatro do Sudeste, os três do Centro-Oeste com o Distrito Federal, além de Tocantins. O processo de expansão continuará até alcançar todas as 27 unidades da Federação.

 O Monitor de Secas é coordenado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), com o apoio da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME), e desenvolvido conjuntamente com diversas instituições estaduais e federais ligadas às áreas de clima e recursos hídricos, que atuam na autoria e validação dos mapas. As instituições que atuam no Monitor de Secas em seus respectivos estados são as seguintes:

  • Alagoas: Secretaria de Estado de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (SEMARH)
  • Bahia: Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA)
  • Ceará: FUNCEME, Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (COGERH) e Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (EMATERCE)
  • Maranhão: Laboratório de Meteorologia do Núcleo Geoambiental da Universidade Estadual do Maranhão (LABMET-UEMA)
  • Paraíba: Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (AESA)
  • Pernambuco: Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC), Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA)
  • Piauí: Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMAR)
  • Rio Grande do Norte: Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN) e Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (SEMARH)
  • Sergipe: Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade (SEDURBS)

 A metodologia do Monitor de Secas, em operação desde 2014, foi baseada no modelo de acompanhamento de secas dos Estados Unidos e do México. O cronograma de atividades inclui as fases de coleta de dados, cálculo dos indicadores de seca, traçado dos rascunhos do Mapa pela equipe de autoria, validação dos estados envolvidos e divulgação da versão final do Mapa do Monitor, que indica a ausência do fenômeno ou uma seca relativa, significando que as categorias de seca em uma determinada área são estabelecidas em relação ao próprio histórico da região.

Do: Blog Agreste Notícia

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