segunda-feira, 27 de julho de 2015

SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE RECEBE “ESPELHO D’ÁGUA”

 Depois de passar por Petrolina, no Sertão do Estado, o projeto chega ao Agreste. A inauguração da mostra, com curadoria do fotoativista e educador Miguel Chikaoka, acontece na próxima quarta-feira (29), às 19h, no Centro de Santa Cruz do Capibaribe. Além da abertura, haverá o lançamento do catálogo e uma visita guiada por Rachel Ellis, que é a idealizadora do projeto.
 A visitação acontece de 30 de Julho a 25 de Agosto, quando parte para o próximo destino, no município de Palmares, Mata Sul de Pernambuco. O catálogo, a ser lançado na quarta-feira, traz encartados cartões-postais produzidos a partir das fotografias que compõem a exposição e registros da metodologia, além de DVD com vídeo do projeto.
 “Espelho d’Água” é um projeto pensado pela produtora, fotoativista e educadora Rachel Ellis, conta com produção da Arraia Produções e está sendo realizado com recursos do Funcultura.
VISITAÇÃO - DE 30 DE JULHO À 25 DE AGOSTO
Local: Avenida Padre Zuzinha, 221, Centro, Santa Cruz do Capibaribe de segunda a Sábado, das 9h às 17h e das 19h às 21h. No domingo, das 8h às 12h.
Agendamento de Visitas: Gilberto Geraldo | (81) 9.9133.5686
Histórico - A exposição Espelho D’Água apresenta resultados e documenta o processo das oficinas ocorridas entre junho e julho de 2010 no âmbito do projeto homônimo patrocinado pelo BNB Cultura em outras comunidades ribeirinhas do São Francisco. As atividades foram facilitadas por Rachel Ellis com registros em foto e vídeo realizados pelo cineasta e artista Gabriel Mascaro. Mais de 60 pessoas de origens e realidades bem diferentes foram atendidas na Ilha de Assunção (Povo Truká, Cabrobó, PE), Olho d'Água do Casado (AL), Santarém (BA) e Quilombola Barra da Parateca (Carinhanha, BA). As turmas foram mobilizadas pelas associações de moradores de cada comunidade.
 Antes de chegar ao que poderia ser chamado de produto final, a fotografia, em cada oficina houve debates e reflexões em torno do rio alimentadas por exercícios ópticos, mapeamentos, pinturas e textos que prepararam os alunos para além dos olhos. As máquinas fotográficas artesanais – pinlux – também foram construídas ao longo da semana, sendo utilizadas apenas no último dia.
 Ao final das oficinas, os alunos escolheram uma de suas fotos para montá-la como cartão-postal artesanal e enviá-la a outra comunidade com uma mensagem escrita no verso. Assim, se articulou uma rede de comunicação visual poética.
 Montagem - Na exposição, que passará quatro semanas em cada local, vinte imagens dos participantes das oficinas estão expostas, assim como uma representação fotográfica da rede criada a partir dos cartões-postais enviados entre as comunidades ribeirinhas. Também foram reproduzidas algumas das ferramentas pedagógicas utilizadas nas oficinas e instruções de montagem das câmeras pinlux.
 Há também a projeção de um vídeo, registro das oficinas nas quatro comunidades, que inclui depoimentos dos participantes sobre o processo de aprendizagem e de moradores com relatos de histórias tradicionais, que trazem à tona o imaginário da comunidade em relação ao Rio (disponível na íntegra no linkvimeo.com/15154548). O ambiente sonoro ribeirinho é representado por recipiente microfonado cheio de água em que as pessoas podem interferir.
 Sobre as fotos em exibição, Rachel Ellis reflete:
 “Cada participante construiu uma câmera fotográfica artesanal que usou para registrar suas ideias, impressões sobre o rio e a sua convivência com ele. O resultado imagético das fotografias foge do naturalismo e se lança numa viagem onírica, quase como num sonho. Ao invés do realismo fotográfico, tem-se uma imagem borrada, distorcida, irregular, aberta, propositiva. A água enquanto abstração de um sonho”.
 Miguel Chikaoka - Natural de São Paulo, reside em Belém (PA) desde 1980, onde criou a Fotoativa, um núcleo de pesquisa, experimentação, reflexão e difusão do fazer fotográfico. Como educador, trabalha na construção de uma metodologia de ensino-aprendizado baseada numa abordagem transdisciplinar do elemento luz e já ministrou oficinas e palestras pelo Brasil e no exterior. No início dos anos 90 criou a Agência Kamara Kó Fotografias, com sede em Belém do Pará, com a qual produz reportagens e documentários sobre temas socioambientais e culturais da Amazônia. Publicou trabalhos na mídia impressa e eletrônica nacional e internacional, e soma exposições individuais e inúmeras participações em coletivas e salões de arte no Brasil e no exterior. Algumas de suas obras integram acervos de museus em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Nova York e Paris.
 Rachel Ellis - Mestre em Politicas Públicas, Planejamento e Participação Social pela London School of Economics. Ela co-fundou o projeto FotoLibras em 2007 que marcou o começou de seu trabalho com fotografia e inclusão. É fundadora do GEMA, coletivo que desenvolve projetos que utilizam as artes visuais para promover a transformação social. E é sócia-diretora da produtora DESVIA, onde ela fica de frente do desenvolvimento de projetos audiovisuais e as ações educativas de distribuição.
Do: Blog Agreste Notícia Fonte: Assessoria

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