O cadáver segundo informações repassadas ao Agreste Notícia, foi encontrado dentro de um saco no interior da casa da amante da vítima, localizada na Rua Larga no bairro Cohab. De acordo com as investigações, o “Júnior da Van” foi executado com um tiro e a acusada Maria Cristiana Lourenço Torres, de 38 anos de idade, passou a esquartejar o corpo sempre que os filhos não estavam na residência.
O Delegado Dr. Eric Lessa informou que o homicídio aconteceu por voltas das 14:00hs. Posteriormente a mulher enrolou o corpo em um lençol e o escondeu no quarto dela. Os filhos chegaram às 15h. O mais velho de 19 anos, costuma dormir na casa da namorada. Jantou e saiu às 19h. Após a filha - adolescente de 13 anos - domir, a mãe iniciou o procedimento de esquartejamento da corpo.
“A ideia dela era cortar os ossos em pequenos pedaços e os levar, aos poucos, para locais ermos [de difícil acesso] e distantes um dos outros, para não ser imputada pelo crime”, detalhou o gestor operacional da Dinter I, Erick Lessa.O Delegado afirma ainda que ao chegar ao local do crime, a equipe da Divisão Especial da Apuração de Homicídios (DEAH) ficou “perplexa”.
“Cena de filme, chocante, que surpreendeu os próprios peritos: ela desossou o corpo, tirou a pele, a carne. E, à medida em que ia realizando o procedimento, ia colocando em água quente e sal. Um perito afirmou trabalhar há mais de 20 anos e nunca ter visto uma cena dessa”, relatou.A decisão de se entregar à polícia ocorreu apenas na sexta-feira (29), mas ela só resolveu se apresentar no dia seguinte.
“Ela não conseguiu cortar o fêmur. Devido ao mau cheiro que começou a ser exalado, ela previu que não teria como se eximir da responsabilidade do caso. Por isso, procurou o pai e conseguiram um advogado [para a defesa dela]. Até lá, amigos do homem, que trabalhava como motorista, estiveram na casa dela, na quarta e na quinta. Ela chorava copiosamente e dizia que ele teria estado lá na quarta às 14h, almoçado e deixado o local”, acrescentou ainda Erick Lessa.Premeditação - Uma lista com a descrição de itens usados durante o crime foi localizada na casa onde a mulher morava.
“Serra, sal, bolsas plásticas e rede para moto – ela usaria para amarrar e transportar o material – estariam entre os produtos. Ela afirmou que seriam para uso doméstico, mas não concordamos”, especificou Lessa.A suspeita afirma ter agido em legítima defesa, após ter sido coagida a entregar uma arma do companheiro, por ela guardada, além de R$ 500,00.
“Ela alegou que por não ter a quantia, o homem a teria ameaçado com uma faca, tropeçado em uma cortina da sala. Neste momento, ela teria aproveitado para pegar a arma e realizar os disparos. Segundo ela, ele a extorquia e devia R$ 10 mil, referente à venda de um terreno. A verdade é que ela estava recebendo seguro desemprego e dependia financeiramente dele. A história não bate”, afirma o delegado.Erick Lessa adianta que há indícios de premeditação no crime e que a real motivação deve ter sido ciúmes.
“Ela havia deixado o marido há seis anos, sob a promessa de que o amante deixaria a esposa – prima da suspeita – e uma filha para conviver com ela, situação que nunca se concretizou. Ultimamente, ela vinha cobrando insistentemente a presença dele”.Prisão - A arma do crime, além de quatro munições intactas foram recolhidas pelo Instituto de Criminalística (IC). Ela foi autuada por ocultação de arma, tipificada legalmente como porte ilegal de arma de fogo, e por homicídio qualificado pelo requinte de crueldade do crime. A não tipificação por ocultação de cadáver se deve ao fato dela ter indicado onde o corpo estava.
“Realizamos diligências em Bezerros e em Sairé, onde o pai dela mora, mas ficamos sabendo que ela estaria escondida em um motel de Caruaru. Para evitar constrangimento, entramos em contato com o advogado que a apresentou no plantão daqui. Ela foi encaminhada à Colônia Penal Feminina de Buíque hoje de manhã”, complementa Lessa.Do: Blog Agreste Notícia





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