terça-feira, 14 de janeiro de 2014

MINISTÉRIO PÚBLICO COBRA CASSAÇÃO DE VEREADORES DE CARUARU

 A Câmara de Vereadores de Caruaru tem até hoje para se pronunciar sobre a abertura do processo de cassação dos dez vereadores afastados da função pela Justiça sob a acusação de cobrança de propina para aprovar projetos do Executivo. Eles foram presos em 18 de dezembro, durante a Operação Ponto Final, desencadeada pela Polícia Civil.
 A recomendação foi feita pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que também vai ingressar com ação civil de improbidade administrativa contra os suspeitos. A promotora do Patrimônio Público da Comarca de Caruaru, Bianca Stella Barroso, quer um desfecho rápido para o caso, já que a Casa continua pagando os salários dos dez suspeitos e dos suplentes empossados. “No primeiro momento entramos com a medida cautelar visando afastar os vereadores dos cargos, haja vista que, a manutenção deles poderia interferir nas provas para produção do processo civil, assim como pedimos a suspensão da sessão legislativa que havia aprovado projeto de lei do Executivo”, disse a promotora.
 Os vereadores afastados por determinação da Justiça foram Silvando Oliveira (PP), Cecílio Pedro (PTB), Pastor Jadiel (PROS), Val das Rendeiras (PROS), Joseval Lima (DEM), José Evandro Silva (PMDB), Lourinaldo Morais (PS), Jaílson Soares (PPS), Eduardo Cantarelli (PMDB) e Neto (PMN). Eles foram indiciados pelos crimes de concussão (cobrança de valores para votar projetos), corrupção passiva e formação de organização criminosa.
 Apesar da cobrança do MPPE, o presidente da Câmara, Leonardo Chaves (PSD), ainda não decidiu se vai abrir o processo. De acordo com o secretário jurídico da Casa, Bruno Martins, todos os documentos serão analisados para que um parecer seja emitido. “O presidente da Casa precisa tomar algumas providências. Cinco suplentes da Comissão de Ética estão sendo investigados e foram indiciados. Diante disso, é preciso nomear novos suplentes”, disse.
Do: Jornal Agreste Notícia

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