O Sport voltou para o segundo tempo sem a mesma força na marcação, o que era compreensível após o esforço maior sob o sol escaldante. O técnico Sérgio Guedes aproveitou para injetar sangue novo com Lucas Lima e Érico Júnior nos lugares de Hugo e Rithely, respectivamente.
Eles entraram aos sete minutos. Exatamente sete minutos depois as mudanças se materializaram em gol. No contra-ataque, Cicinho acionou Lucas Lima. Ele tocou para Érico Júnior no lado esquerdo da área. O prata da casa ajeitou e cruzou na medida para Roger tocar por baixo de Jaílson e deixar o jogo igual: 1x1.
O gol - e a nova disposição do time rubro-negro - fizeram com que o Ypiranga arrefecesse o ímpeto. O jogo voltou ao ritmo do primeiro tempo com a equipe da Capital dominando as ações, sempre utilizando Érico Júnior pela faixa esquerda do campo. Numa delas, aos 21, ele puxou para o meio e sofreu falta perto da meia-lua. Na cobrança, Reinaldo mandou a bola no travessão.
Na segunda tentativa, o Sport voltou a mostrar a eficiência não vista no primeiro tempo. Aos 27, Reinaldo cruzou da esquerda. Roger dominou e rolou para a entrada da pequena área. Felipe Azevedo veio em velocidade e mandou firme para decretar a virada.
O jogo parecia morno e caminhar para a vitória dos rubro-negros. Mas a insistência do Ypiranga na reta final, aliada a ousadia do técnico Édson Miolo - que deixou o time mais ofensivo - mudaram a história. Aos 43 minutos, Diogo bateu falta da direita e no bate-rebate, Elivélton, mesmo caindo, chutou no canto alto e deixou tudo igual novamente.
O diretor de comunicação, José Alves, bastante irritado, afirmou que as coisas podem chegar ao ponto de o time não entrar em campo. Alves não concordou com a falta que originou o gol de empate da Máquina de Costura.
Segundo ele, a infração não existiu e o bandeira, responsável pela marcação, foi chamado de safado. "Nem sei o nome dele, mas é um safado, que marcou aquela falta no final. Estávamos na mesma linha da jogada e não foi falta. Podemos até partir para árbitro de fora porque se não o Sport não entra em campo", ameaçou.
Em seu tiroteio, o dirigente criticou todo quadro de arbitragem do Estado, citando as reclamações do presidente do Náutico, Paulo Wanderley, após o clássico da semana passada, quando o Sport saiu vencedor. "O presidente do Náutico desmoralizou tudo e estão querendo ganhar de todo jeito. Mas o Sport tem presidente e diretoria de futebol".
O diretor de futebol Marcos Amaral também foi duro em suas observações. Avisou que o Sport vai representar contra o árbitro e disse que o quadro pernambucano não tem condições de trabalhar por falta de qualidade. "Esse quadro é pífio e sem condições de apitar nenhum tipo de partida. Não aguenta pressão, haja vista em competições nacionais. Todo jogo que esse pessoal apita tem problema", disse, também citando Cláudio Mercante e Niélson Nogueira.
Assim como José Alves, ele também citou a atitude do Náutico na semana passada. "A Federação foi desmoralizada pelo Náutico e esse quadro também quando disse que não jogaria depois da arbitragem sorteada. O lance do gol (do Ypiranga) foi ridículo. Hugo foi socado dentro da área. Cicinho mergulhou e levou amarelo. O jogador do Ypiranga mergulhou e não levou. Vamos tomar providências", afirmou.
Do: Jornal Agreste Notícia




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