E a discriminação continua - É interessante como no Brasil dizem que não há racismo, pelo menos estão fechando os olhos para a questão da cor pois existem leis que estão coibindo esta prática, embora apareça de vez em quando alguém nas redes sociais se manifestando contra negros, nordestinos, pobres e outros menos favorecidos.
Saiu uma pesquisa do Instituto Data Popular sobre a ascensão de 30 milhões de pessoas para a chamada classe C e que é um grupo que tem alavancado a economia brasileira. Porém, o pessoal das classes A/B tem se queixado de que por conta disso os serviços, como por exemplo, de aeroportos, caíram de qualidade. Estão exigindo que se façam versões de produtos para ricos e para pobres e que as pessoas mal vestidas fossem barradas nos ambientes de luxo.
Renato Meireles, diretor do Instituto Data Popular, diz que o problema não é do consumidor e sim das empresas que prestam os serviços e que devem melhorá-los. Apenas estou querendo mostrar que essa elite besta, racista, egoísta, foi quem nos governou por muitos anos através de seus representantes e foi tornando cada vez mais o abismo que separam ricos e pobres maiores.
Eles se esquecem de que muitas das suas indústrias são sustentadas pelas classes inferiores e que muitos serviços prestados por eles também. No Nordeste, onde a diferença entre ricos e pobres sempre foi mais acentuada, ainda vemos em alguns empresários a figura do senhor de engenho, que ficava na sombra e água fresca, enquanto seus escravos trabalhavam para enriquecê-lo.
Não se enganem aqui em Santa Cruz há muitos que pensam iguais, mesmo sendo beneficiado pelos mais pobres, através de serviços mal remunerados. Eu não tenho nada contra a elite, mas acho que devem respeitar aqueles que têm ajudado o nosso País e principalmente o Nordeste a crescer.
Por: Denizio Januário Crítico Literário
Do: Jornal Agreste Notícia


Nenhum comentário:
Postar um comentário