terça-feira, 21 de novembro de 2017

"EU OLHO SEM NENHUMA RESSALVA A FAZER”, AFIRMA ANDRÉ SOBRE POSSÍVEL ALIANÇA DO PSB E PT EM PERNAMBUCO

 O deputado federal pernambucano e presidente estadual do PSD, André de Paula, em participação ao programa Cidade em Foco da Rede Agreste de Radio, comandando pelo radialista Alberes Xavier, esteve falando sobre a sua preocupação em relação aos fechamentos de agências bancarias em Pernambuco, além de comentar conjunturas políticas, inclusive admitindo a possibilidade de aliança entre o PT e o PSB no Estado. 
 O deputado falou sobre os recentes fechamentos de agências do Banco do Brasil em cidades pernambucanas.
 “Eu fico muito preocupado, não apenas pelos municípios que já tiveram suas agências fechadas, mas também porque isso sinaliza no sentindo de que nós possamos ter ainda um número maior de agências que venham a ser fechadas, porque a meu ver, isso sinaliza para uma política que não leva em conta a questão social, que não leva em conta o papel fundamental do Banco do Brasil”, disse. 

União - Ao ser questionado sobre os riscos que a reeleição do governador Paulo Câmara pode ter com a formação de um frente ampla de oposição no Estado, André de Paula apontou para a dificuldade em unificar o palanque oposicionista.
 “Eu acho que é uma equação dificílima você fazer com que essa oposição marche junta (...). Você imaginar que no mesmo palanque você pode juntar o PT e três ministros do presidente Michel Temer é quase impossível”. 

Influência nacional - Para o deputado, as eleições 2018 no Estado sofrerá forte influência da conjuntura nacional.
 “Essa é uma eleição que sofre fortíssima interferência e influência da eleição nacional. Quando a gente disputa uma eleição municipal, é uma eleição solteira, onde o que vale muitas vezes é o prestígio do político, já a eleição estadual necessariamente reproduz arranjos políticos nacionais”, avaliou. 

Conjuntura difícil - André admitiu que com a unificação da oposição, a situação da eleição se dificultaria para o governador Paulo Câmara.
 “O caminho ainda está muito aberto, se nós tivéssemos todas as forças políticas que estão na oposição a Paulo Câmara unidas, nós teríamos uma eleição dificílima, mas essas forças políticas não tem condição de marchar juntas em torno de um candidato só, então eu acho que o governador Paulo Câmara continua em uma situação muito confortável”, afirmou.  

PSDB e PSB - O parlamentar ainda fez uma avaliação futura sobre as negociações que podem ocorrer entre o PSDB e o PSB a nível nacional.
 “Se o PSDB pretende ter o apoio do PSB a candidatura de Geraldo Alckmin lá em cima, ele vai ter que negociar. Nessa negociação a primeira moeda, sem dúvida nenhuma, será o Estado onde o PSB tem a prerrogativa de ver o seu governador candidato a reeleição. Então não se assustem se amanhã o ministro Bruno Araújo tiver, em função de uma questão nacional, que se somar ao governador Paulo Câmara”, declarou. 

PSB e PT - Na oportunidade, o mesmo ainda admitiu a possibilidade de que o PSB e o PT consolidem uma aliança.
 “Eu nunca fiz política nem vetando e nem aceitando vetos (...). O PT é um partido que tem uma militância, que tem uma história, que tem um conjunto de ideias e que tem quadros da melhor categoria. A gente não pode estigmatizar um partido que tem a importância como o PT tem por conta do equívoco de alguns dos seus dirigentes”, destacou.

 André que se manteve como oposição a governos petistas a nível nacional, afirmou que a possível aliança do PSB e o PT em Pernambuco contam com o seu apoio.
 “Eu olho sem nenhuma ressalva a fazer, eu até estímulo (...). Se amanhã a gente tiver a possibilidade de construir uma aliança que una PSB e PT, sob a liderança do governador Paulo Câmara e em torno de propostas que sirvam aos pernambucanos e a Pernambuco, ela conta com o meu apoio”, ratificou.


Do: Blog Agreste Notícia

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