sexta-feira, 28 de outubro de 2016

SECA PROVOCA COLAPSO DA BARRAGEM DE SANTANA II NO AGRESTE PERNAMBUCANO

 A escassez de chuvas em municípios do Agreste de Pernambuco provocou o colapso de mais um manancial. A Barragem de Santana II, que atende a cidade de Brejo da Madre de Deus, não suportou os efeitos da estiagem prolongada e hoje não oferece mais condições de captação da água para abastecimento humano. A população de Brejo, cerca de  24 mil pessoas, passará a ser abastecida a partir da próxima semana, exclusivamente por carros-pipa e cisternas comunitárias.
 Nos últimos meses, a Companhia Pernambucana de Saneamento (COMPESA) se esforçou para preservar a Barragem de Santana II, cuja capacidade total é de 568 mil m³ de água. No mesmo período de 2015, o manancial apresentava 75% da sua capacidade máxima de acumulação.
 “Muitas ações foram realizadas para evitar o colapso no abastecimento de Brejo da Madre de Deus, como ajustes operacionais, entre eles, a intensificação do rodízio, que chegou a ser de dois dias com água para 20 dias sem. Mas, infelizmente, a barragem não se recuperou no último inverno e chegamos a essa situação crítica”, contextualiza o gerente da Unidade Negócios da COMPESA, Mário Heitor Filho.

 A COMPESA já vinha complementando o abastecimento da cidade com cinco carros-pipa, durante a vigência do rigoroso rodízio de distribuição. Agora, com o colapso do reservatório, será dobrado o número de carros-pipa, passando para dez unidades. Na semana que vem já começam a ser implantadas as cisternas comunitárias em pontos estratégicos da cidade para o atendimento emergencial à população. 
 Adutora do Agreste - Brejo da Madre de Deus, cidade mundialmente conhecida pelo espetáculo da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, realizado no Distrito Fazenda Nova, será  um dos 68 municípios contemplados com o projeto da Adutora do Agreste, que está em execução.
 “Essa adutora é um empreendimento estruturador para a regularização do abastecimento do Agreste, a região que possui a pior situação hídrica de Pernambucano, consequência de cinco anos consecutivos de seca”,  observou o gerente da  COMPESA, Mário Heitor Filho.

Do: Blog Agreste Notícia

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